domingo, 22 de fevereiro de 2015

Confira o depoimento de alguns dos mutuários do Jardim Amarílis

Adquirimos o imóvel em fevereiro de 2013 com entrega para novembro do mesmo ano. Desde então, começamos a planejar nosso futuro tendo por base os prazos informados pela construtora. No entanto, com o atraso na entrega do imóvel, todos os nossos planos foram frustrados. Estamos morando de aluguel e passando por dificuldades, já que pagamos também os juros de obra, que são altíssimos. Já se passaram 180 dias do prazo dado pela construtora e, em reunião no local do empreendimento, fomos informados verbalmente pelos responsáveis da obra que a entrega seria prorrogada até novembro de 2014. Solicitamos isso em documento, mas nos foi negado. Por esses e diversos motivos, estamos passando por piores momentos de nossas vidas.” (RREM*)

Em 2011, demos entrada no apartamento com as economias de anos que tínhamos. Durante todo esse período de espera pela finalização da construção, passamos por diversos contratempos, que nos deixaram com muitas dificuldades financeiras. Na minha casa, somente meu marido trabalha e meu filho é estudante e tivemos de morar de aluguel. Como a vizinhança não era muito boa (faziam muito barulho à noite), tivemos de procurar outro imóvel, o que nos trouxe mais transtornos e despesas. Em 2012, nos mudamos para outro bairro, com valor do aluguel mais alto, o que complicou ainda mais ter que esperar pela entrega do apartamento. Neste imóvel, também passamos por momentos de desespero, quando a correnteza o invadiu e inundou todos os cômodos. Cerca de 30 centímetros de água e lama estragaram mais ainda os móveis, que já estavam fracos. Atualmente, estamos pagando a evolução da obra do apartamento e isso, junto com as despesas do aluguel e da casa, tem complicado nossa situação financeira.” (CCS*)

Eu e minha noiva assinamos a promessa de compra e venda do imóvel em abril de 2011 e o contrato com a Caixa Econômica Federal em agosto de 2012 – 16 meses após a assinatura do contrato com a ASA Corp, prazo quase seis vezes maior do que o prometido, que era de três meses. Com isso, nossa dívida teve um acréscimo de, aproximadamente, R$ 17 mil. O contrato reza que a unidade deveria ser entregue em julho de 2013 e, em caso fortuito ou de natureza maior, em janeiro de 2014 (180 dias após o primeiro vencimento). Mas nenhuma das duas datas foi respeitada e não foi comunicado e nem feito nenhum tipo de esclarecimento. Vale ressaltar que, durante a construção do imóvel, nós pagamos uma taxa denominada evolução de obra, que será paga até a entrega das chaves, ou seja: quanto mais a entrega for postergada, mais iremos desembolsar. No início, o valor era de R$ 40,00, mas, atualmente, está em mais de R$ 1.100,00. Além do prejuízo financeiro, há o dano moral, pois o apartamento não ficou pronto a tempo do nosso casamento, realizado em 23 de agosto de 2014. Nos planejamos com anos de antecedência para que pudéssemos fazer tudo no seu devido tempo mas, por incompetência e falta de compromisso de uma empresa, todo o nosso planejamento familiar foi fracassado.” (STS*)


*As iniciais foram adotadas a fim de preservar a identidade dos mutuários.

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