Confira o
depoimento de alguns dos mutuários do Jardim Amarílis
“Adquirimos o imóvel em fevereiro de 2013 com
entrega para novembro do mesmo ano. Desde então, começamos a planejar nosso
futuro tendo por base os prazos informados pela construtora. No entanto, com o
atraso na entrega do imóvel, todos os nossos planos foram frustrados. Estamos
morando de aluguel e passando por dificuldades, já que pagamos também os juros
de obra, que são altíssimos. Já se passaram 180 dias do prazo dado pela
construtora e, em reunião no local do empreendimento, fomos informados
verbalmente pelos responsáveis da obra que a entrega seria prorrogada até
novembro de 2014. Solicitamos isso em documento, mas nos foi negado. Por esses
e diversos motivos, estamos passando por piores momentos de nossas vidas.”
(RREM*)
“Em 2011, demos entrada no apartamento com as
economias de anos que tínhamos. Durante todo esse período de espera pela
finalização da construção, passamos por diversos contratempos, que nos deixaram
com muitas dificuldades financeiras. Na minha casa, somente meu marido trabalha
e meu filho é estudante e tivemos de morar de aluguel. Como a vizinhança não
era muito boa (faziam muito barulho à noite), tivemos de procurar outro imóvel,
o que nos trouxe mais transtornos e despesas. Em 2012, nos mudamos para outro
bairro, com valor do aluguel mais alto, o que complicou ainda mais ter que
esperar pela entrega do apartamento. Neste imóvel, também passamos por momentos
de desespero, quando a correnteza o invadiu e inundou todos os cômodos. Cerca
de 30 centímetros
de água e lama estragaram mais ainda os móveis, que já estavam fracos.
Atualmente, estamos pagando a evolução da obra do apartamento e isso, junto com
as despesas do aluguel e da casa, tem complicado nossa situação financeira.”
(CCS*)
“Eu e minha noiva assinamos a promessa de
compra e venda do imóvel em abril de 2011 e o contrato com a Caixa Econômica
Federal em agosto de 2012 – 16 meses após a assinatura do contrato com a ASA
Corp, prazo quase seis vezes maior do que o prometido, que era de três meses.
Com isso, nossa dívida teve um acréscimo de, aproximadamente, R$ 17 mil. O
contrato reza que a unidade deveria ser entregue em julho de 2013 e, em caso
fortuito ou de natureza maior, em janeiro de 2014 (180 dias após o primeiro
vencimento). Mas nenhuma das duas datas foi respeitada e não foi comunicado e
nem feito nenhum tipo de esclarecimento. Vale ressaltar que, durante a
construção do imóvel, nós pagamos uma taxa denominada evolução de obra, que
será paga até a entrega das chaves, ou seja: quanto mais a entrega for
postergada, mais iremos desembolsar. No início, o valor era de R$ 40,00, mas,
atualmente, está em mais de R$ 1.100,00. Além do prejuízo financeiro, há o dano
moral, pois o apartamento não ficou pronto a tempo do nosso casamento,
realizado em 23 de agosto de 2014. Nos planejamos com anos de antecedência para
que pudéssemos fazer tudo no seu devido tempo mas, por incompetência e falta de
compromisso de uma empresa, todo o nosso planejamento familiar foi fracassado.”
(STS*)
*As
iniciais foram adotadas a fim de preservar a identidade dos mutuários.

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